Outubro Rosa:
conscientização e a importância do autoexame da mama

O SIEMACO São Paulo e o SIEMACO Guarulhos fizeram um trabalho conjunto para a Campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama. Os sindicatos publicaram uma série de três palestras explicando o autoexame e outras dicas que podem ajudar todas as mulheres. Confira!

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Movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, o Outubro Rosa, foi criado no início da década de 1990, por uma fundação nos Estados Unidos, com o intuito de chamar a atenção para uma doença que até então não era tratada com a atenção necessária. 

A data é lembrada anualmente, com várias empresas, entidades e lideranças compartilhando informações e promovendo a conscientização sobre o câncer de mama, o autoexame e outras técnicas de prevenção e cura da doença.

Esse movimento proporcionou um maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuiu para a redução da mortalidade causada por esse tipo de câncer.

Para se ter uma ideia, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença é o mais incidente em mulheres no mundo, representando 24,2% do total de casos em 2018, com aproximadamente 2,1 milhão de casos novos. É a quinta causa de morte por câncer em geral (626.679 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres. 

No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões. Para o ano de 2020 foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma alta taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres. 

 O INCA — que participa do movimento desde 2010 — promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre fatores protetores e detecção precoce do câncer de mama.

TIPOS DE CÂNCER DE MAMA

Além de saber diagnosticar a doença, é preciso entender que há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a característica próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença. 

A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são ambientais e comportamentais, histórico reprodutivo e hormonal, genética e hereditariedade. 

PREVENÇÃO

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

SINAIS E SINTOMAS

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de câncer.

É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Em caso de permanecerem as alterações, elas devem procurar logo os serviços de saúde para avaliação diagnóstica.

A postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce do câncer da mama.O Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rastreamento (exame realizado quando não há sinais nem sintomas suspeitos) seja ofertada para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos — o SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, conforme indicação médica.

TRATAMENTO

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Há hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença e diversas terapêuticas estão disponíveis.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

Para saber mais, leia a cartilha sobre o câncer de mama do Ministério da Saúde: https://bit.ly/3iJvZRo


Referências:
https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama
https://www.inca.gov.br/assuntos/outubro-rosa