Dia internacional da luta contra a endometriose.
Por que falar sobre diagnóstico precoce pode mudar a vida de milhões de mulheres.

Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) – por Rafael Bombein (CREF 016866/SP) 11/05/2026

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Celebrado em 7 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose é um convite à reflexão sobre uma doença crônica, inflamatória e ainda amplamente subestimada, que afeta mulheres em plena fase produtiva e reprodutiva da vida. Embora seja frequente, a endometriose continua envolta em silêncio, banalização da dor feminina e dificuldades no acesso ao diagnóstico — uma combinação que prolonga o sofrimento e adia o início do tratamento adequado.

Para entender a dimensão desse problema, os números são reveladores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva vive com endometriose no mundo, o que representa aproximadamente 190 milhões de pessoas. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde e de hospitais universitários federais indicam que entre 7 e 8 milhões de brasileiras convivem com a doença — muitas delas sem sequer saber do diagnóstico.

Mesmo sendo tão comum, a endometriose costuma ser diagnosticada tardiamente. Estudos conduzidos por universidades brasileiras mostram que o intervalo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico pode chegar a 7 a 10 anos. Nesse período, é frequente que mulheres procurem atendimento diversas vezes por dores intensas, faltas ao trabalho ou dificuldades para engravidar, sem que a causa real seja identificada.

Com isso, os impactos vão muito além da dor menstrual. Dados da literatura científica indicam que até 40% das mulheres com infertilidade têm endometriose associada, e cerca de 70% das pacientes apresentam dor crônica em algum momento da vida. Além disso, o número de atendimentos por endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu de forma expressiva nos últimos anos, refletindo tanto o aumento da conscientização quanto uma demanda reprimida por diagnóstico e tratamento.

Para o professor Dr. Sérgio Podgaec, ginecologista, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e uma das principais referências nacionais no tema, o atraso no diagnóstico continua sendo o maior obstáculo:

“A endometriose é uma doença comum, mas ainda tratada como rara. Muitas mulheres passam anos convivendo com dores intensas porque aprenderam que sofrer durante a menstruação é normal. Esse atraso no reconhecimento faz com que o diagnóstico chegue tarde e a doença se torne mais complexa”, explica o especialista, que atua há mais de duas décadas no ensino e na pesquisa sobre endometriose na USP.

Diante desse cenário, falar sobre diagnóstico precoce é, portanto, falar sobre redução da dor, preservação da fertilidade, melhora da saúde mental e da qualidade de vida. Nesse contexto, o Dia Internacional da Luta contra a Endometriose ganha um papel essencial: transformar estatísticas alarmantes em informação acessível, acolhimento e acesso real a cuidados de saúde baseados em evidências científicas.

O QUE É A ENDOMETRIOSE

A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao que reveste o interior do útero cresce fora dele, podendo atingir ovários, trompas, intestino, bexiga e outras regiões da pelve. Esse tecido reage ao ciclo menstrual, provocando inflamação repetida, formação de cicatrizes internas (aderências) e dor recorrente. Em muitos casos, a progressão da doença está associada à dificuldade para engravidar, especialmente quando ovários ou trompas são afetados.

Um dos motivos pelos quais a endometriose é considerada uma doença silenciosa é o fato de seus sintomas variarem muito de mulher para mulher e nem sempre aparecerem todos ao mesmo tempo. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Cólicas menstruais fortes, que não melhoram com analgésicos comuns ou pioram com o passar dos anos;
  • Dor na região do baixo ventre fora do período menstrual;
  • Dor durante ou após a relação sexual;
  • Inchaço abdominal frequente, sensação de estufamento ou gases, principalmente próximo à menstruação;
  • Alterações intestinais cíclicas, como diarreia, constipação ou dor ao evacuar durante o período menstrual;
  • Cansaço excessivo e sensação de exaustão sem causa aparente.

Em alguns casos, os sintomas são leves ou acabam sendo confundidos com problemas intestinais, estresse ou cólicas consideradas “normais”. Há também mulheres que praticamente não sentem dor e só descobrem a doença ao investigar infertilidade, o que dificulta ainda mais o reconhecimento precoce da condição. Essa diversidade de manifestações contribui para que a endometriose passe despercebida por anos.

Além disso, fatores culturais exercem um papel importante nesse silêncio. A dor menstrual intensa ainda é frequentemente normalizada no ambiente familiar, escolar e até nos serviços de saúde, o que faz com que muitas mulheres demorem a procurar ajuda ou tenham suas queixas minimizadas durante consultas médicas.

Para o Dr. Afrânio Coelho, chefe da Ginecologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), esse é um dos principais entraves ao diagnóstico:

“A dor intensa durante a menstruação ainda é normalizada. Quando a cólica piora ano após ano, isso não é padrão — é um sinal de alerta que precisa ser investigado com seriedade”.

Estudos revisados por universidades brasileiras mostram que o tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico pode ultrapassar sete anos. Nesse intervalo, a inflamação contínua favorece o avanço da doença, o surgimento de aderências internas e a piora progressiva da qualidade de vida, com impactos físicos, emocionais, sociais e reprodutivos.

MUITO ALÉM DA DOR: IMPACTO NA VIDA, NO TRABALHO E NA SAÚDE MENTAL

A endometriose não afeta apenas o corpo. Pesquisas conduzidas por universidades federais e publicadas em revistas científicas mostram que a doença provoca repercussões emocionais, sociais, financeiras e profissionais profundas, interferindo diretamente na rotina e nos planos de vida das mulheres. A dor crônica e imprevisível, somada ao cansaço constante, contribui para o aumento do absenteísmo no trabalho, queda de produtividade e dificuldades de concentração, afetando a trajetória profissional e a renda.

Para muitas mulheres que trabalham — especialmente aquelas em jornadas presenciais, atividades físicas intensas ou com pouca flexibilidade de horário — conviver com a endometriose significa enfrentar um dilema diário: cuidar da própria saúde ou manter o desempenho esperado no ambiente profissional. Faltas recorrentes, necessidade de pausas frequentes e limitações impostas pela dor podem gerar sentimentos de culpa, medo de estigma no trabalho e insegurança em relação à carreira, sobretudo em contextos nos quais a dor feminina ainda é minimizada.

Além do impacto laboral, a endometriose também pesa sobre a saúde mental. Estudos indicam maior prevalência de ansiedade, depressão e isolamento social entre mulheres com diagnóstico tardio, muitas vezes agravados pela sensação de não serem levadas a sério ou pelo longo percurso até obter um diagnóstico. A dor constante, associada à frustração por não conseguir engravidar ou manter uma rotina regular, compromete relacionamentos, autoestima e bem-estar emocional.

O ginecologista Dr. Ricardo Quintairos, presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da FEBRASGO — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia —, resume esse impacto de forma direta:

“Costumamos dizer que a endometriose é a doença dos ‘seis Ds’; 

  • Dor
  • Dismenorreia
    É o termo médico para cólicas menstruais intensas. 
  • Dispareunia
    Refere-se à dor durante ou após a relação sexual. 
  • Disquesia
    É a dor ou dificuldade para evacuar. 
  • Disúria
    Significa dor, ardência ou queimação ao urinar.
  • Dificuldade para engravidar. 

Mas existe um sétimo D, invisível: o da descredibilização da dor feminina”.

Esse “sétimo D” ajuda a explicar por que tantas mulheres seguem trabalhando, cuidando da casa e da família, mesmo com dores incapacitantes, sem apoio adequado ou compreensão no ambiente profissional e social. Reconhecer a endometriose como uma condição que vai muito além da dor física é um passo essencial para promover acolhimento, políticas de saúde mais eficazes e ambientes de trabalho mais sensíveis à realidade da saúde feminina.

DIAGNÓSTICO PRECOCE – A PRINCIPAL FERRAMENTA DE MUDANÇA

Assim como ocorre em outras doenças crônicas, identificar a endometriose ainda no início muda completamente o prognóstico. O diagnóstico é construído a partir da escuta cuidadosa dos sintomas relatados pela paciente e do exame clínico, podendo ser complementado por exames de imagem, como ultrassonografia especializada e ressonância magnética, especialmente quando há suspeita de comprometimento mais profundo dos órgãos pélvicos.

O diagnóstico precoce permite controlar a doença antes que ela cause danos maiores, como aderências internas extensas, dor crônica persistente e infertilidade. Quanto mais cedo a endometriose é reconhecida, maiores são as chances de reduzir o número de cirurgias, preservar a fertilidade e manter a rotina de trabalho, estudo e vida social, evitando anos de sofrimento desnecessário.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, instituição de pesquisa em saúde pública vinculada ao Ministério da Saúde e referência na produção científica no país, o diagnóstico precoce, aliado ao tratamento adequado, reduz significativamente a progressão da doença, diminui o risco de infertilidade e melhora de forma consistente a qualidade de vida das pacientes.

Outro ponto fundamental é compreender que não existe uma única forma de tratar a endometriose. A abordagem deve ser individualizada, levando em conta não apenas os exames, mas a experiência de vida da mulher, suas dores, planos e prioridades. O tratamento pode incluir medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, cirurgia, sempre com acompanhamento contínuo.

“Não existe um único tratamento padrão. Ele deve ser individualizado, considerando dor, idade, desejo de engravidar e estágio da doença”, explica a ginecologista Dra. Kheylla Gonzales, do Hospital Regional de Santa Maria (DF).

Falar em diagnóstico precoce, portanto, é falar em cuidado integral, respeito ao relato feminino e fortalecimento de uma cultura de saúde que reconheça que dor intensa não é normal e precisa ser investigada. Informação, escuta qualificada e acesso aos serviços de saúde são ferramentas decisivas para transformar a trajetória de milhões de mulheres que convivem com a endometriose.

TRATAMENTO E CUIDADO INTEGRAL

A abordagem atual da endometriose envolve uma estratégia multidisciplinar, ou seja, um cuidado que considera a mulher como um todo, e não apenas a doença. Como se trata de uma condição crônica, que pode acompanhar a paciente por muitos anos, o tratamento vai além do alívio imediato da dor e busca controlar a progressão da doença, preservar a fertilidade e garantir qualidade de vida.

Entre as principais frentes de cuidado estão o tratamento hormonal, que ajuda a reduzir a atividade do tecido da endometriose e controlar a inflamação, e a cirurgia minimamente invasiva, indicada apenas em situações específicas, como dor persistente ou comprometimento de órgãos. Atualmente, o foco é evitar procedimentos desnecessários e optar por intervenções mais precisas e menos agressivas, sempre que possível.

A fisioterapia pélvica tem ganhado cada vez mais destaque por ajudar a aliviar dores crônicas, melhorar a função muscular da pelve e reduzir desconfortos durante atividades do dia a dia e relações sexuais. Já o acompanhamento psicológico é essencial para lidar com os impactos emocionais da dor contínua, do estresse, da ansiedade e das frustrações que muitas mulheres enfrentam ao longo da jornada com a doença.

As mudanças no estilo de vida também fazem diferença. A prática regular de atividade física, quando orientada, pode ajudar no controle da inflamação e do estresse, enquanto uma alimentação anti-inflamatória contribui para a melhora de sintomas como inchaço, fadiga e dores intestinais. Essas medidas não substituem o tratamento médico, mas atuam como aliadas importantes no cuidado diário.

Pesquisas conduzidas pela Universidade de São Paulo (USP) e por universidades federais mostram que esse cuidado integrado, envolvendo diferentes profissionais de saúde, é fundamental para reduzir a dor crônica, preservar a fertilidade e melhorar o bem-estar físico e emocional das pacientes. Tratar a endometriose não é apenas controlar sintomas, mas devolver autonomia, funcionalidade e qualidade de vida às mulheres.

ONDE BUSCAR AJUDA 

Atendimento para endometriose no estado de São Paulo

O acesso ao diagnóstico e ao tratamento da endometriose no Estado de São Paulo ocorre principalmente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), que organiza o cuidado desde a atenção básica até os serviços especializados em saúde da mulher. Como se trata de uma doença crônica e frequentemente subdiagnosticada, o fluxo de atendimento foi estruturado para garantir escuta inicial, investigação adequada e encaminhamento progressivo, conforme a gravidade dos sintomas.

  1. A porta de entrada: Unidades Básicas de Saúde (UBS)

O primeiro passo para a mulher que apresenta sintomas sugestivos de endometriose — como cólicas menstruais intensas, dor pélvica persistente, dor durante a relação sexual ou dificuldade para engravidar — é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência.

Na UBS, o profissional de saúde realiza a avaliação clínica inicial, escuta o histórico da paciente e solicita exames básicos, quando indicados. Caso haja suspeita de endometriose, a mulher é encaminhada para atendimento especializado por meio do sistema de regulação do SUS.

  1. Atendimento especializado e centros de referência em São Paulo

Os casos que necessitam de acompanhamento mais aprofundado ou exames específicos são direcionados para ambulatórios especializados, hospitais universitários e centros de referência em saúde da mulher. O Estado de São Paulo concentra algumas das principais unidades públicas do país nessa área, muitas delas ligadas a universidades.

São Paulo – Capital

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP)
Referência nacional em saúde da mulher, com ambulatórios especializados e atendimento de alta complexidade pelo SUS.
🔗 https://www.hc.fm.usp.br

Hospital São Paulo – UNIFESP
Importante centro acadêmico e assistencial, com atendimento ginecológico especializado e acesso à rede pública.
🔗 https://www.hospitalsaopaulo.org.br

Interior do Estado

CAISM – Hospital da Mulher Prof. Dr. José Aristodemo Pinotti (UNICAMP)
Centro de referência em saúde da mulher, com foco em diagnóstico, tratamento e pesquisa em doenças ginecológicas, incluindo endometriose.
🔗 https://www2.caism.unicamp.br

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP)
Polo regional de excelência no atendimento especializado em ginecologia e saúde da mulher.
🔗 https://www.hcrp.usp.br

Esses serviços oferecem avaliação especializada, exames de imagem como ultrassonografia específica e ressonância magnética, tratamento clínico individualizado e, quando indicado, cirurgia minimamente invasiva, além de acompanhamento multiprofissional.

  1. Informação, orientação e direitos da paciente

Além do atendimento clínico, é fundamental que as mulheres tenham acesso à informação confiável, saibam como funciona a rede pública e conheçam seus direitos no SUS.

Canais oficiais para consulta e orientação:

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Informações sobre serviços, encaminhamentos e políticas públicas de saúde.
🔗 https://www.saude.sp.gov.br

Ministério da Saúde — Endometriose no SUS
Conteúdos educativos, protocolos clínicos e orientações à população.
🔗 https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/endometriose

Buscar atendimento desde a atenção básica e seguir o fluxo de encaminhamento do SUS ajuda a evitar atrasos no diagnóstico, peregrinação por serviços e tratamentos inadequados. No caso da endometriose, esse caminho é essencial para reduzir o sofrimento, preservar a fertilidade, manter a capacidade de trabalho e melhorar a qualidade de vida da mulher.

CONCLUSÃO

O Dia Internacional da Luta contra a Endometriose não é apenas uma data simbólica. Ele representa um chamado à mudança de atitude da sociedade como um todo: ouvir a dor das mulheres, deixar de tratá-la como exagero ou fraqueza e garantir que o conhecimento científico se transforme em acesso real à saúde, ao cuidado e ao respeito.

Para a mulher que trabalha, falar sobre endometriose é ainda mais urgente. A rotina profissional frequentemente exige desempenho constante, presença diária e produtividade, mesmo nos dias em que a dor é intensa. Quando a doença não é reconhecida, a trabalhadora pode se sentir obrigada a esconder o sofrimento, faltar sem explicação adequada ou conviver com medo de julgamento — o que afeta não apenas a saúde, mas também a carreira e a autoestima.

Assim como acontece com outras doenças crônicas, informação correta pode evitar anos de sofrimento silencioso. Reconhecer sinais precoces, buscar atendimento especializado e fortalecer a rede de cuidado — no SUS, nos serviços de saúde e também nos ambientes de trabalho — são passos fundamentais para que milhões de mulheres possam viver, trabalhar e planejar o futuro com mais dignidade, autonomia e qualidade de vida.

Falar sobre endometriose é falar sobre saúde feminina, mas também sobre direito ao trabalho saudável, ao acolhimento e ao respeito. Nenhuma mulher deveria ter que escolher entre cuidar da própria saúde e manter sua vida profissional. Informação, empatia e acesso ao cuidado são ferramentas essenciais para transformar essa realidade.

REFERÊNCIAS 

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  11. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Comissão Nacional Especializada em Endometriose [Internet]. São Paulo: FEBRASGO; s.d. [cited 2026 May 10]. Available from:
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  12. São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Saúde da Mulher e Endometriose [Internet]. São Paulo: SES-SP; 2025 [cited 2026 May 10]. Available from:
    https://www.saude.sp.gov.br

VÍDEOS RECOMENDADOS SOBRE ENDOMETRIOSE

Varella D. Endometriose [Internet]. YouTube; s.d. [citado 10 maio 2026]. 


Endometriose: o que é, sintomas e tratamento [Internet]. YouTube; s.d. [citado 10 maio 2026]. 


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Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) 

Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF). Endometriose [Internet]. São Paulo: Instituto AGF; s.d. [citado 10 maio 2026].
https://institutoagf.com.br/endometriose