
DIA NACIONAL DE PREVENÇÃO DA OBESIDADE – 2026
Saúde além do peso: prevenção, acolhimento e cuidado
Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) – por Rafael Bombein (CREF 016866/SP) 12/10/2026
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Celebrado em 11 de outubro, o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade foi instituído pela Lei nº 11.721/2008. A data busca ampliar o acesso à informação e incentivar medidas de prevenção e cuidado diante de uma condição que afeta uma parcela cada vez maior da população.
A obesidade é uma doença crônica e complexa, influenciada por fatores biológicos, genéticos, sociais, econômicos, psicológicos e ambientais. Portanto, ela não deve ser entendida apenas como resultado das escolhas individuais ou da falta de força de vontade. O acesso à alimentação adequada, as condições de trabalho, o sono, a saúde emocional, o uso de determinados medicamentos e as oportunidades para praticar atividade física também podem interferir no peso corporal.
Segundo o Vigitel Brasil 2006–2024, a obesidade entre os adultos das capitais brasileiras e do Distrito Federal passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024 — o equivalente a aproximadamente uma em cada quatro pessoas. No estado de São Paulo, o levantamento estadual mais recente disponível, realizado em 2021, estimou que 22,6% dos adultos apresentavam obesidade, pouco mais de uma em cada cinco pessoas.
A prevenção envolve muito mais do que controlar o peso ou seguir dietas restritivas. Ela depende da construção de hábitos possíveis de serem mantidos, do acesso a ambientes que favoreçam a saúde e do acompanhamento profissional quando necessário. Esse cuidado deve ser realizado com respeito, sem julgamentos ou discriminação, considerando a realidade e as necessidades de cada pessoa.
OBESIDADE
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de tecido adiposo (tecido que armazena gordura) capaz de prejudicar a saúde. A gordura corporal participa de funções importantes, como armazenar energia e proteger os órgãos. O problema ocorre quando seu excesso, sua distribuição pelo corpo e outros fatores associados passam a aumentar os riscos para o organismo.
Por ser uma doença crônica, a obesidade pode acompanhar a pessoa por um período prolongado e exigir cuidado contínuo. O organismo possui mecanismos que regulam a fome, a sensação de saciedade e o gasto de energia. Esses mecanismos podem dificultar tanto a perda quanto a manutenção do peso, razão pela qual o tratamento não depende apenas de “comer menos”.
Seu desenvolvimento pode envolver predisposição genética, alterações metabólicas, condições emocionais, qualidade do sono, uso de determinados medicamentos e características do ambiente em que a pessoa vive. A renda, a jornada de trabalho, o acesso a alimentos adequados e as oportunidades para praticar atividade física também podem influenciar esse processo.
Segundo o Dr. Carlos Antonio Negrato, médico endocrinologista e professor do curso de Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP), a obesidade apresenta fatores genéticos, metabólicos, sociais, psicológicos e ambientais. Essa explicação reforça que a doença não deve ser atribuída simplesmente à falta de disciplina ou de força de vontade.
COMO A OBESIDADE É AVALIADA
A avaliação costuma começar pelo Índice de Massa Corporal — IMC (medida que relaciona o peso com a altura). Para calculá-lo, divide-se o peso, em quilogramas, pela altura ao quadrado, em metros. Nos adultos, um resultado entre 25 e 29,9 é classificado como sobrepeso, enquanto um resultado igual ou superior a 30 indica obesidade.
Para calcular gratuitamente o seu IMC, acesse a ferramenta do Ministério da Saúde:
O IMC é uma ferramenta simples e útil para identificar possíveis alterações no peso corporal, mas não deve ser analisado isoladamente. Ele não diferencia a gordura dos músculos nem mostra em qual região do corpo a gordura está acumulada. Por esse motivo, pessoas com o mesmo IMC podem apresentar condições de saúde e necessidades bastante diferentes.
A avaliação profissional também pode considerar a circunferência da cintura (medida da região abdominal), porque o acúmulo de gordura nessa área pode estar relacionado a um risco maior de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. O histórico de saúde, a pressão arterial, os medicamentos utilizados e, quando necessários, os exames laboratoriais ajudam a tornar essa análise mais completa.
Os critérios também variam conforme a idade e outras características individuais, especialmente em crianças, adolescentes, idosos e gestantes. Portanto, o peso ou a aparência de uma pessoa, por si só, não permitem determinar seu estado de saúde. A avaliação deve reunir diferentes informações e ser realizada de maneira individualizada e respeitosa.
FATORES RELACIONADOS AO DESENVOLVIMENTO DA OBESIDADE
O aumento do peso corporal pode ocorrer quando, durante um período prolongado, o organismo recebe mais energia dos alimentos do que utiliza. Entretanto, esse processo não é explicado apenas pela quantidade de comida ingerida. A fome, a saciedade e o armazenamento de gordura são regulados por diferentes mecanismos do organismo e podem variar de uma pessoa para outra.
A predisposição genética pode influenciar a facilidade para ganhar peso, a distribuição da gordura corporal e a resposta do organismo à alimentação e à atividade física. Algumas doenças, alterações hormonais e medicamentos também podem favorecer o aumento do peso, embora não estejam presentes em todos os casos.
O ambiente e as condições de vida têm participação importante. Preços elevados de alimentos frescos, facilidade de acesso a produtos ultraprocessados, falta de locais seguros para atividades físicas e longos períodos em frente às telas podem dificultar a adoção de hábitos mais saudáveis. A publicidade e a forma como os alimentos são oferecidos também influenciam as escolhas diárias.
Jornadas extensas, trabalho em turnos, horários irregulares para as refeições, sono insuficiente e estresse constante também podem interferir na fome e no funcionamento do organismo. Em muitos casos, vários desses fatores estão presentes ao mesmo tempo. Por isso, prevenir e tratar a obesidade exige compreender a realidade de cada pessoa, sem julgamentos ou explicações simplistas.
CONSEQUÊNCIAS DA OBESIDADE NA SAÚDE
A obesidade pode afetar diferentes órgãos e aumentar o risco de várias doenças crônicas. Isso acontece porque o excesso de tecido adiposo, principalmente na região abdominal, pode dificultar a ação da insulina, manter processos inflamatórios no organismo e alterar a pressão arterial e os níveis de gordura e açúcar no sangue. Essas alterações podem surgir silenciosamente, antes do aparecimento de sintomas.
Entre as doenças mais relacionadas à obesidade estão o diabetes mellitus tipo 2, a hipertensão arterial, o colesterol e os triglicerídeos elevados. A presença conjunta dessas alterações aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).
A obesidade também está associada à esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), às doenças renais, à apneia obstrutiva do sono (interrupções repetidas da respiração durante o sono) e ao desgaste das articulações, conhecido como osteoartrite. Dores nos joelhos, quadris e coluna, dificuldade para se movimentar e cansaço durante as atividades diárias também podem comprometer a qualidade de vida.
O risco de alguns tipos de câncer também pode aumentar, incluindo os cânceres de mama após a menopausa, intestino, fígado, rim e endométrio (camada interna do útero). Essas doenças não surgem obrigatoriamente em todas as pessoas com obesidade, pois o risco depende de fatores individuais. No entanto, acompanhar regularmente a pressão arterial, a glicose, o colesterol e o funcionamento de diferentes órgãos ajuda a reconhecer alterações precocemente e a prevenir complicações mais graves.
PREVENINDO A OBESIDADE
A prevenção da obesidade não depende de uma única medida nem significa seguir dietas restritivas. Ela envolve hábitos que possam ser mantidos ao longo do tempo, condições de vida favoráveis e o reconhecimento precoce de alterações na saúde. Quanto mais cedo esses cuidados começam, maiores são as possibilidades de evitar o ganho excessivo de peso e suas possíveis complicações.
Na alimentação, recomenda-se dar preferência a alimentos in natura ou minimamente processados (alimentos naturais ou que passaram por poucas modificações), como frutas, verduras, legumes, feijão, arroz, ovos, leite e carnes. Preparar e realizar as refeições com atenção, beber água e reduzir o consumo frequente de bebidas açucaradas e produtos ultraprocessados também são medidas importantes. Orientações práticas podem ser consultadas gratuitamente no
Guia Alimentar para a População Brasileira.
A atividade física regular ajuda a controlar o peso, preservar os músculos e proteger o coração, além de beneficiar o sono e a saúde emocional. Para os adultos, a orientação geral é acumular pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, conforme as possibilidades e as condições de saúde de cada pessoa. Caminhar, dançar, pedalar, praticar esportes e realizar atividades domésticas são algumas formas de movimentar o corpo. Quem está há muito tempo sem se exercitar pode começar gradualmente.
Dormir adequadamente, cuidar da saúde emocional e realizar acompanhamento periódico também fazem parte da prevenção. Entretanto, as escolhas individuais dependem das condições existentes: é necessário ter acesso a alimentos adequados, espaços seguros, tempo para descanso e serviços de saúde. Por isso, a prevenção também exige a participação das famílias, das escolas, dos serviços públicos e da sociedade.
PREVENÇÃO DA OBESIDADE NO AMBIENTE DE TRABALHO
O ambiente de trabalho pode favorecer ou dificultar os cuidados com a saúde. Jornadas extensas, trabalho em turnos, intervalos irregulares e dificuldade para encontrar alimentos adequados podem interferir nas refeições, no sono e no funcionamento do organismo. Por isso, a prevenção não deve ser atribuída somente às escolhas do trabalhador.
O acesso à água potável, a existência de um local apropriado para as refeições e a possibilidade de utilizar adequadamente os intervalos ajudam a manter uma rotina alimentar mais organizada. Quando houver fornecimento ou comercialização de refeições no local, a disponibilidade de frutas, verduras, legumes e outras opções variadas pode facilitar escolhas mais saudáveis.
Os profissionais de asseio, conservação e limpeza urbana frequentemente realizam deslocamentos, movimentos repetitivos, levantamento de materiais e outras atividades que exigem esforço físico. Nesses casos, prevenir a obesidade não significa simplesmente fazer mais exercícios. Descanso adequado, recuperação muscular, sono de qualidade e uma alimentação compatível com o esforço realizado também são fundamentais. Qualquer atividade física adicional deve respeitar as condições de saúde, a capacidade e a rotina de cada pessoa.
A prevenção também inclui acompanhar a saúde, mesmo quando não existem sintomas. Consultas periódicas permitem avaliar em conjunto a pressão arterial, a glicose, o colesterol, a circunferência da cintura e as mudanças do peso ao longo do tempo. Quando forem identificadas alterações ou dificuldades para cuidar da alimentação e do peso corporal, uma unidade de saúde poderá oferecer avaliação e orientação de acordo com as condições de saúde e a rotina de trabalho de cada pessoa.
TRATAMENTO DA OBESIDADE E USO SEGURO DE MEDICAMENTOS
O tratamento da obesidade deve ser individualizado e não tem como único objetivo diminuir o número mostrado pela balança. Também busca controlar doenças associadas, melhorar a disposição, preservar músculos e articulações e aumentar a qualidade de vida. O cuidado pode envolver médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física, conforme as necessidades de cada pessoa.
A alimentação adequada e a atividade física regular formam a base do tratamento. A orientação alimentar não deve significar passar fome ou excluir vários alimentos, mas melhorar gradualmente a qualidade das refeições, respeitando a cultura, a rotina e as necessidades nutricionais da pessoa. A atividade física ajuda a controlar a glicose, a pressão arterial e o colesterol, além de fortalecer os músculos e facilitar a manutenção do peso. Seus benefícios podem ocorrer mesmo quando a redução do peso é pequena. Tanto a alimentação quanto os exercícios devem ser adaptados às condições de saúde e às possibilidades de cada indivíduo.
Os medicamentos podem ser utilizados quando existe indicação clínica, sempre associados às demais formas de cuidado. A escolha deve considerar as doenças existentes, os medicamentos já utilizados, as contraindicações, os possíveis efeitos adversos e os benefícios esperados. Como a obesidade é uma doença crônica, o tratamento pode precisar ser mantido por um período prolongado e reavaliado regularmente pelo médico.
Segundo o Dr. Raphael Del Roio, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP), medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida atuam nos mecanismos da fome e da saciedade. O especialista ressalta, porém, que os resultados precisam ser acompanhados por mudanças que possam ser mantidas, pois a interrupção do medicamento pode ser seguida pela recuperação do peso.
Em determinadas situações, a cirurgia bariátrica ou metabólica também pode fazer parte do tratamento, após avaliação criteriosa e acompanhamento antes e depois do procedimento. Medicamentos não devem ser utilizados por indicação de amigos, influenciadores ou anúncios na internet. Produtos de origem desconhecida, falsificados ou usados sem prescrição podem apresentar doses incorretas, substâncias não declaradas e riscos graves para a saúde.
PRECONCEITO RELACIONADO AO PESO
O preconceito relacionado ao peso ocorre quando uma pessoa é julgada, desvalorizada ou tratada de maneira diferente por causa do tamanho ou do formato de seu corpo. Ele pode aparecer em comentários, piadas, apelidos, críticas à alimentação e suposições de que alguém com obesidade seja preguiçoso, descuidado ou não tenha força de vontade.
Essas atitudes não ajudam na prevenção nem no tratamento. Ao contrário, podem causar sofrimento emocional, ansiedade, isolamento e alterações no comportamento alimentar. O medo de comentários ou de um atendimento desrespeitoso também pode fazer com que a pessoa evite consultas, exames e atividades físicas, atrasando a identificação de outras doenças.
O cuidado respeitoso começa quando a pessoa é ouvida sem julgamentos e tem sua saúde avaliada de forma completa, sem que todas as suas queixas sejam atribuídas automaticamente ao peso. As conversas sobre o assunto devem ocorrer com privacidade, ter uma finalidade relacionada à saúde e evitar ameaças ou comparações humilhantes. Familiares, colegas e profissionais podem oferecer apoio evitando comentários sobre o corpo e respeitando as necessidades e decisões de cada pessoa.
No ambiente de trabalho, o peso corporal não deve ser motivo de piadas, apelidos ou comentários constrangedores. Também não é correto concluir, apenas pela aparência, que uma pessoa seja menos disposta, produtiva ou capaz de realizar determinada atividade. Quando houver necessidade de avaliar alguma limitação relacionada à saúde ou à segurança, essa análise deve considerar as condições individuais do trabalhador e não julgamentos baseados no tamanho de seu corpo.
Segundo a Profa. Dra. Fernanda Baeza Scagliusi, pesquisadora do Centro de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e do Grupo de Pesquisa em Alimentação, Corporalidades e Cultura da Faculdade de Saúde Pública da USP, uma revisão publicada em 2026 mostrou que a discriminação relacionada ao peso pode prejudicar a saúde emocional, as relações sociais e o acesso ao cuidado. A pesquisadora destaca que sobrepeso e obesidade são classificações utilizadas na área da saúde e não devem ser interpretadas como falhas morais ou comportamentais.
ONDE BUSCAR AJUDA
O acompanhamento da obesidade pode começar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a pessoa poderá receber uma avaliação inicial e orientações sobre alimentação, atividade física e outras condições de saúde. Quando necessário, a equipe poderá encaminhá-la para atendimento especializado, conforme a organização da rede de saúde de cada município.
Brasil — Meu SUS Digital
Permite localizar estabelecimentos de saúde próximos, incluindo Unidades Básicas de Saúde.
https://meususdigital.saude.gov.br/
Estado de São Paulo — Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Apresenta orientações sobre o acesso às Unidades Básicas de Saúde e o encaminhamento para serviços especializados.
https://www.saude.sp.gov.br/fale-conosco
Cidade de São Paulo — Busca Saúde da Prefeitura de São Paulo
Localiza a UBS e outros serviços públicos de saúde mais próximos a partir do endereço informado.
https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/
CONCLUSÃO
O Dia Nacional de Prevenção da Obesidade reforça a importância de reconhecer essa condição como uma doença crônica e complexa, e não como resultado da falta de disciplina. Sua prevenção envolve alimentação adequada, atividade física, sono de qualidade, acompanhamento da saúde e condições que permitam manter esses cuidados ao longo da vida.
Quando a obesidade já está presente, procurar orientação profissional pode ajudar a identificar alterações silenciosas, controlar doenças relacionadas e definir um tratamento seguro. Alimentação e atividade física continuam sendo fundamentais, enquanto medicamentos e cirurgia podem ser utilizados em situações específicas, após avaliação criteriosa. Soluções rápidas, produtos de origem desconhecida e medicamentos usados sem prescrição podem colocar a saúde em risco.
Cuidar da obesidade também significa combater julgamentos e respeitar as diferenças corporais. Informação confiável, acolhimento e acesso ao acompanhamento adequado tornam a prevenção e o tratamento mais seguros. Mais do que alcançar determinado número na balança, o objetivo deve ser proteger a saúde, preservar a capacidade de realizar as atividades diárias e melhorar a qualidade de vida.
REFERÊNCIAS
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- São Paulo (Município). Secretaria Municipal da Saúde. Busca Saúde: sistema de localização de estabelecimentos da Rede SUS. São Paulo: Prefeitura de São Paulo; https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/
VÍDEO RECOMENDADO SOBRE PREVENÇÃO A OBESIDADE
A obesidade é uma condição crônica; Drauzio Varella; 17 de mar. de 2026;
PARA SABER MAIS – Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF)
ARROZ E FEIJÃO – Reconhecido pela ONU como um dos alimentos mais saudáveis do mundo; Instituto Arlindo Gusmão de Fontes; 22 de set de 2025; https://institutoagf.com.br/arroz-e-feijao
ATIVIDADE FÍSICA E SEUS BENEFÍCIOS; Instituto Arlindo Gusmão de Fontes; https://institutoagf.com.br/atividade-fisica-e-seus-beneficios