Maio vermelho
Mês de alerta para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento das hepatites.

Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) – Rafael Bombein (CREF 016866/SP) – 05/05/2025

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A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus ou pelo uso de alguns remédios; álcool e outras drogas; acidentes ocupacionais; doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. Por ser uma doença silenciosa, muitos não sabem que estão com o vírus da hepatite. “Por isso é tão importante a testagem regular das hepatites B e C pelos indivíduos, principalmente acima dos 40 anos de idade. O teste está disponível de forma gratuita nos postos de saúde de todo o país”, aponta o infectologista Fernando Chagas, do Hospital Universitário Júlio Bandeira da Universidade Federal de Campina Grande (HUJB-UFCG/Ebserh).

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem, ainda, os vírus D e E, este último mais frequente na África e na Ásia. Milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus B ou C e não sabem. Elas correm o risco de as doenças evoluírem (tornarem-se crônicas) e causarem danos mais graves ao fígado como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite e manter as vacinas para hepatite A e B em dia.

As principais formas de contágio são oral-fecal, a exemplo de condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (hepatites A e E); transmissão sanguínea: através da prática de sexo desprotegido, compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam; acidentes ocupacionais (vírus B, C e D) e transmissão vertical: de mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (hepatites B, C e D).

Segundo dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde, as hepatites acarretaram aproximadamente 1,4 milhão de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada. O Dr. Fernando Chagas destaca que, dentre as diversas hepatites, o vírus tipo A é o mais difícil de detectar, pois os sintomas iniciais são parecidos com quadros de outras viroses e doenças gastrointestinais, sendo necessário um acompanhamento especializado e exames mais detalhados para o fechamento do diagnóstico.

O ministério da saúde anunciou no dia 02 maio de 2025 que vai ampliar a oferta de vacinação contra hepatite A. A partir de agora, as doses serão indicadas também para usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que é a profilaxia medicamentosa utilizada para prevenção de HIV. A iniciativa visa conter surtos na população adulta e atende a uma mudança no perfil epidemiológico da doença. A ampla vacinação de crianças no país levou a uma redução de mais de 95% dos casos nesse público.

“A partir do momento que garantimos no SUS, em 2014, a ampla vacinação do público infantil, que era o público com maior risco de ter Hepatite A, a doença passou a ter uma concentração no público adulto. Os surtos descritos no país, com características semelhantes, apontam para a importância de expandir a vacinação para o público que utiliza a PrEP”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Isso também tem um impacto na gravidade da doença, pois os casos graves acontecem, em geral, em adultos. Com esta ampliação, vamos conseguir reduzir os riscos de internação, casos graves e óbitos por Hepatite A no SUS, protegendo a população”, acrescenta.

A imunização será realizada por meio de duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Para receber o imunizante, é preciso apresentar a receita médica que indica o uso da PrEP. O local para vacinação será informado pelos serviços de referência onde os medicamentos são retirados; para saber mais sobre a vacinação contra a hepatite A, clicar em; https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2025/maio/ministerio-da-saude-amplia-vacinacao-contra-hepatite-a-para-usuarios-de-prep

VACINE-SE!

Você pode se vacinar gratuitamente nas salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde – UBS em todo o País. Basta ir a uma unidade de saúde com cartão de vacinação. As unidades de saúde estão prontas para oferecer as vacinas necessárias em todas as fases da vida, desde a infância até a idade adulta e a terceira idade; 

Para saber o calendário de vacinação do SUS, clicar em;

https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario