Agosto Dourado

Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) – Rafael Bombein (CREF 016866/SP) – 04/08/2025

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Entre os dias 1º e 7 de agosto, será celebrada a Semana Mundial da Amamentação 2025, que este ano traz como tema: “Priorizemos a Amamentação: Construindo Sistemas de Apoio Sustentáveis”. A campanha internacional, promovida pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) em parceria com Organização Mundial de Saúde (OMS), UNICEF, Ministérios da Saúde e sociedade civil, destaca o aleitamento materno como prática essencial para a saúde, o desenvolvimento e a equidade, além de ser uma ação com impactos positivos para o meio ambiente. 

A cor dourada da campanha está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno – fonte de vida, vínculo e proteção – motivo pelo qual a campanha pelo incentivo à amamentação é conhecida como ‘Agosto Dourado’.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) destaca que a amamentação é a intervenção isolada com maior potencial de impacto na redução da mortalidade infantil. Pode prevenir até 13% das mortes de crianças menores de cinco anos em todo o mundo.

Para os bebês prematuros, esse impacto é ainda mais decisivo, pois o leite materno atua como um verdadeiro remédio: fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções graves, favorece o crescimento e protege contra doenças como a enterocolite necrosante, uma das principais causas de óbito entre prematuros. Mesmo diante dos desafios — como a extração do leite na UTI neonatal, o uso de sonda ou a dificuldade de sucção —, a amamentação é possível e deve ser incentivada e apoiada por todos.

O leite materno é considerado um alimento completo e individualizado, com propriedades nutricionais e imunológicas únicas. Além de conter prebióticos (substâncias não digeríveis que promovem o crescimento e atividade de bactérias benéficas no intestino, atuando como alimento para os probióticos, que são microrganismos vivos trazem benefícios à saúde) que favorecem a flora intestinal do bebê, o aleitamento melhora a resposta imunológica, reduz infecções e potencializa o efeito das vacinas.

A amamentação também contribui para o desenvolvimento cerebral, fortalece o vínculo mãe-bebê e pode atuar como analgésico natural por conter beta-endorfina. Mesmo em casos especiais, como o de mães adotivas, internações ou dificuldades iniciais, há estratégias e apoio profissional que possibilitam manter ou iniciar a amamentação.

A ocitocina, hormônio liberado naturalmente durante o trabalho de parto e a amamentação, é fundamental para o início da produção de leite. Partos com menor intervenção, sempre que possível, facilitam esse processo. Mesmo após cesáreas, o aleitamento é possível — e desejável —, desde que a mãe conte com ambiente e equipe acolhedores.

IMPORTANTE

  • A amamentação deve ser iniciada ainda na primeira hora de vida do bebê, sempre que possível. 
  • O leite materno exclusivo é recomendado até os 6 meses de idade e pode ser mantido com alimentação complementar até os 2 anos ou mais. 
  • Mães precisam de rede de apoio e orientação especializada. A presença de profissionais qualificados em lactação faz toda a diferença. 
  • O Banco de Leite Humano é uma opção segura para quem precisa de apoio ou deseja doar leite.
  • Nos primeiros seis meses de vida, recomenda-se que o bebê seja amamentado exclusivamente, sendo desnecessária a oferta de água, chás e outros leites, mesmo em locais secos e quentes. 
  • O colostro (primeiro leite produzido pela mãe após o parto) nos primeiros dois a três dias de vida, é suficiente para nutrir e hidratar recém-nascidos, eles não necessitam de qualquer outro líquido além do leite materno.