Câncer de boca.
Informação, prevenção e diagnóstico precoce podem salvar vidas.

Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) – por Rafael Bombein (CREF 016866/SP) 17/08/2026

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O câncer de boca, também chamado de câncer da cavidade oral, é um tumor maligno que pode atingir os lábios e diferentes estruturas da boca, como língua, gengivas, bochechas, céu da boca e região localizada embaixo da língua. Nas estatísticas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), essa classificação também inclui tumores das glândulas salivares e da orofaringe (região situada no fundo da garganta).

Para cada ano do período de 2026 a 2028, o INCA estima aproximadamente 17 mil casos novos no Brasil, com maior ocorrência entre os homens. Somente no estado de São Paulo, são esperados cerca de 4.400 casos em 2026. Esses números são estimativas utilizadas para orientar o planejamento da assistência e das ações de prevenção; portanto, não representam casos que já foram necessariamente diagnosticados.

O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas são os principais fatores de risco para a doença, especialmente quando ocorrem juntos. A infecção pelo papilomavírus humano (HPV), principalmente nos tumores da orofaringe, e a exposição prolongada dos lábios ao sol sem proteção também podem aumentar o risco. Apesar de a boca ser uma região que pode ser observada e examinada com relativa facilidade, grande parte dos casos ainda é descoberta em estágio avançado.

Uma ferida na boca que não cicatriza em até 15 dias, manchas persistentes, sangramento sem causa aparente ou caroço no pescoço precisam ser avaliados por um cirurgião-dentista ou médico. Esses sinais podem ter outras causas e não significam necessariamente câncer, mas não devem ser ignorados. Quando a doença é identificada no início, o tratamento pode ser menos agressivo e apresentar melhores resultados, preservando funções importantes como fala, mastigação e deglutição.

CÂNCER DE BOCA

O câncer de boca se desenvolve quando determinadas células da cavidade oral sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Esse crescimento pode formar um tumor maligno (conjunto de células alteradas capaz de invadir e prejudicar os tecidos próximos). Sem tratamento, algumas dessas células também podem alcançar outras partes do organismo.

A cavidade oral inclui os lábios, a parte interna das bochechas, as gengivas, o céu da boca, a língua e o assoalho da boca (região localizada embaixo da língua). Tumores também podem surgir na orofaringe, área situada no fundo da garganta e que inclui a base da língua e as amígdalas. Embora sejam regiões próximas, os fatores de risco e as formas de tratamento podem apresentar diferenças.

O tipo mais frequente é o carcinoma de células escamosas (tumor que começa nas células que revestem a parte interna da boca e a superfície dos lábios). Antes do desenvolvimento do câncer, algumas pessoas podem apresentar alterações persistentes, como placas brancas ou avermelhadas. Entretanto, nem toda ferida, mancha ou caroço é câncer, e somente a avaliação profissional pode determinar sua causa.

Conforme cresce, o tumor pode comprometer funções importantes, como mastigar, engolir e falar. Em alguns casos, pode alcançar os linfonodos (pequenas estruturas de defesa do organismo) localizados no pescoço ou se espalhar para órgãos mais distantes. Por isso, reconhecer alterações persistentes e procurar atendimento sem demora pode fazer diferença no tratamento.

PRINCIPAIS FATORES DE RISCO

Um fator de risco é uma condição ou exposição que aumenta a possibilidade de desenvolvimento de uma doença, mas não significa que ela necessariamente ocorrerá. No câncer de boca, o tabagismo é um dos fatores mais importantes. Cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de palha, narguilé e produtos de tabaco usados sem fumaça expõem continuamente os lábios e o revestimento interno da boca a substâncias cancerígenas (substâncias capazes de provocar alterações nas células). O risco tende a aumentar conforme a quantidade consumida e o tempo de uso, e não existe forma segura de consumir tabaco.

As bebidas alcoólicas também aumentam o risco, independentemente de serem cerveja, vinho, cachaça ou outro destilado. Durante o processamento do álcool pelo organismo, forma-se o acetaldeído (substância tóxica capaz de danificar as células). Além disso, o álcool pode facilitar a entrada das substâncias do tabaco nos tecidos da boca. Por essa razão, fumar e consumir bebidas alcoólicas em conjunto representa um risco maior do que cada uma dessas exposições separadamente.

A infecção persistente por alguns tipos de papilomavírus humano (HPV) está relacionada principalmente aos tumores da orofaringe, região que compreende a base da língua e as amígdalas. O vírus pode ser transmitido pelo contato íntimo, inclusive durante o sexo oral. A maioria das infecções desaparece naturalmente, mas algumas permanecem no organismo e podem causar alterações celulares ao longo dos anos. Ter HPV, portanto, não significa que a pessoa desenvolverá câncer.

A exposição frequente dos lábios ao sol sem proteção também aumenta o risco, especialmente entre pessoas que trabalham ao ar livre. Outros fatores associados incluem alimentação pobre em frutas e vegetais e idade mais avançada, resultado do acúmulo de exposições ao longo da vida. Próteses mal ajustadas, dentes quebrados e higiene bucal inadequada podem provocar feridas e inflamações, mas não devem ser considerados, isoladamente, causas comprovadas da doença. Toda lesão persistente precisa ser avaliada, mesmo quando parece ter sido causada por um dente ou uma prótese.

SINAIS E SINTOMAS

O câncer de boca pode se desenvolver inicialmente sem provocar dor. Como aftas, irritações e pequenos machucados são comuns, o sinal mais importante não é apenas a aparência da lesão, mas sua permanência. Alterações que não desaparecem ou não cicatrizam precisam ser examinadas, mesmo quando parecem ter sido provocadas por um dente quebrado ou por uma prótese.

Entre os principais sinais está a ulceração (ferida que provoca perda da camada superficial do tecido) nos lábios ou dentro da boca. Também podem aparecer placas brancas ou avermelhadas, áreas endurecidas ou ásperas, caroços, inchaço e sangramento sem causa conhecida. Nos lábios, fissuras, crostas ou feridas que cicatrizam e voltam a aparecer também merecem atenção.

Outras alterações incluem perda de sensibilidade, dificuldade para movimentar a língua, mastigar, engolir ou falar, além de dentes que ficam moles sem uma causa odontológica evidente. Um nódulo no pescoço, rouquidão persistente ou sensação de algo preso na garganta pode estar relacionado a um tumor da orofaringe. Nenhum desses sinais, isoladamente, confirma o diagnóstico de câncer, mas sua persistência justifica uma avaliação profissional.

Segundo a Profa. Dra. Camila de Barros Gallo, cirurgiã-dentista, mestre e doutora em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP) e docente do Departamento de Estomatologia, uma lesão que não cicatriza em até 15 dias deve ser examinada por um cirurgião-dentista. Observar regularmente os lábios e o interior da boca pode ajudar a perceber mudanças, mas essa observação não substitui o exame clínico realizado pelo profissional.

DIAGNÓSTICO E IMPORTÂNCIA DA DESCOBERTA PRECOCE

O diagnóstico começa com a avaliação de um cirurgião-dentista ou médico. Durante o exame clínico, o profissional observa e apalpa os lábios, a língua, as gengivas, o céu e o assoalho da boca, além de verificar a presença de nódulos no pescoço. Também são considerados o tempo de aparecimento da alteração, os sintomas, o histórico de saúde e possíveis fatores de risco.

Quando uma lesão é considerada suspeita, pode ser necessária uma biópsia (retirada de uma pequena amostra do tecido, geralmente com anestesia local). O material é encaminhado para o exame histopatológico (análise das células ao microscópio), que permite confirmar ou descartar a presença de câncer. A aparência da lesão, fotografias ou o autoexame, isoladamente, não são suficientes para estabelecer o diagnóstico.

Se a doença for confirmada, exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, podem ser solicitados para avaliar o tamanho do tumor e verificar se ele atingiu tecidos próximos ou linfonodos. Essa avaliação ajuda a determinar o estágio da doença, ou seja, sua extensão, e a escolher o tratamento mais adequado. Nem todos os pacientes precisam realizar os mesmos exames.

Segundo o Prof. Dr. Celso Augusto Lemos Júnior, cirurgião-dentista, mestre e doutor em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), especialista em Estomatologia e professor associado do Departamento de Estomatologia, a confirmação de uma lesão suspeita pode exigir a retirada de um pequeno fragmento sob anestesia local para análise laboratorial. Quando o câncer é descoberto enquanto ainda está pequeno e localizado, o tratamento pode ser menos extenso e apresentar melhores possibilidades de preservar funções como fala, mastigação e deglutição.

TRATAMENTO

O tratamento do câncer de boca é definido de acordo com a localização, o tamanho e o estágio do tumor, além das condições gerais de saúde do paciente. A decisão pode envolver profissionais de diferentes áreas, como cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista clínico, radioterapeuta e cirurgião-dentista. Em muitos casos, mais de uma forma de tratamento precisa ser combinada.

A cirurgia é o tratamento mais utilizado para os tumores da cavidade oral. O objetivo é retirar o tumor e uma pequena margem de tecido ao seu redor, diminuindo a possibilidade de permanecerem células doentes no local. Dependendo da extensão da doença, também pode ser necessária a retirada de linfonodos do pescoço. Tumores menores geralmente permitem procedimentos menos extensos, enquanto os mais avançados podem exigir cirurgias maiores e reconstrução da região operada.

A radioterapia (uso de radiação para destruir ou impedir a multiplicação das células do tumor) pode ser indicada após a cirurgia ou, em determinadas situações, como tratamento principal. A quimioterapia (utilização de medicamentos que circulam pelo organismo e combatem as células doentes) também pode ser associada à radioterapia ou empregada em casos específicos. A escolha depende das características do tumor e deve ser realizada pela equipe responsável pelo tratamento.

O cuidado não termina com a retirada ou o controle do tumor. O paciente pode precisar de acompanhamento odontológico, nutricional, psicológico e de profissionais da fonoaudiologia, especialmente quando existem dificuldades para falar, mastigar ou engolir. Antes da radioterapia, a avaliação da saúde bucal ajuda a prevenir complicações. Após o tratamento, as consultas regulares são importantes para acompanhar a recuperação e identificar precocemente uma possível volta da doença.

PREVENÇÃO

A prevenção do câncer de boca depende principalmente da redução da exposição aos fatores que podem provocar alterações nas células. A medida mais importante é não fumar nem utilizar produtos derivados do tabaco, como cigarros, charutos, cachimbos, narguilé, rapé e tabaco mascado. Quem já utiliza algum desses produtos deve procurar ajuda para interromper o consumo, pois parar reduz o risco, mesmo após muitos anos de uso. Cigarros eletrônicos e produtos de tabaco aquecido também não são alternativas seguras e não devem ser utilizados como forma de abandonar o cigarro convencional. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar.

Evitar bebidas alcoólicas é outra medida fundamental. Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para a prevenção do câncer não existe uma quantidade de álcool considerada segura: quanto maiores o consumo e o tempo de exposição, maior tende a ser o risco. Isso vale para cerveja, vinho, cachaça e outras bebidas alcoólicas. Quando álcool e tabaco são consumidos em conjunto, seus efeitos se potencializam, aumentando ainda mais a possibilidade de desenvolvimento de tumores na boca e na garganta.

A exposição prolongada dos lábios ao sol exige atenção especial, principalmente entre pessoas que trabalham ao ar livre. A proteção deve incluir protetor labial com fator de proteção solar, reaplicado conforme as orientações do fabricante, além de chapéu de aba larga ou proteção que cubra adequadamente o rosto. Sempre que a atividade permitir, também é importante procurar locais com sombra e evitar a exposição direta nos horários em que a radiação solar é mais intensa. Essas medidas precisam fazer parte da rotina de trabalho, e os equipamentos de proteção fornecidos devem ser utilizados corretamente.

A vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) ajuda a prevenir infecções relacionadas a alguns tumores da orofaringe. De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação de 2026, a vacina é oferecida em dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos; jovens não vacinados de 15 a 19 anos também podem participar da estratégia de resgate vigente até o final de 2026. O SUS oferece esquemas específicos para outros grupos, que devem procurar uma unidade de saúde para receber orientação. O uso de preservativo nas relações sexuais, inclusive no sexo oral, reduz, mas não elimina completamente, a transmissão do HPV. Uma alimentação variada, o cuidado diário com a boca e as consultas odontológicas complementam a prevenção e facilitam a identificação de alterações persistentes.

ONDE BUSCAR AJUDA

Diante de uma ferida, mancha, caroço ou outra alteração na boca que permaneça por mais de 15 dias, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), um cirurgião-dentista ou um médico. No SUS, a avaliação inicial é realizada na atenção básica e, quando necessário, o paciente é encaminhado para exames e serviços especializados. Não é preciso procurar diretamente um hospital de câncer sem encaminhamento, pois o acesso ao tratamento é organizado pelas redes municipais e estaduais de saúde.

Brasil — Ministério da Saúde: Atenção ao Câncer
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/atencao-ao-cancer

Estado de São Paulo — Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer
https://www.saude.sp.gov.br/rede-hebe-camargo-de-combate-ao-cancer/

Cidade de São Paulo — Busca Saúde da Prefeitura de São Paulo
https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/

CONCLUSÃO

O câncer de boca merece atenção porque pode começar com uma alteração aparentemente simples e sem dor. Embora seja uma doença grave, muitos dos fatores que aumentam seu risco podem ser reduzidos por meio de escolhas e cuidados diários. Evitar o tabaco e as bebidas alcoólicas, proteger os lábios contra o sol e seguir as recomendações de vacinação contra o HPV são atitudes importantes para a prevenção.

Conhecer a própria boca também ajuda a perceber mudanças, mas não permite realizar um diagnóstico. Uma ferida, mancha, área endurecida, sangramento ou caroço que permaneça por mais de 15 dias deve ser examinado por um cirurgião-dentista ou médico. Na maioria das vezes, essas alterações podem ter outras causas; ainda assim, esperar que desapareçam sozinhas pode atrasar a identificação de uma doença que precisa de tratamento.

Descobrir o câncer de boca em uma fase inicial pode permitir tratamentos menos extensos e melhores possibilidades de preservar a fala, a mastigação, a deglutição e a qualidade de vida. Por isso, a principal mensagem é simples: reduzir os fatores de risco, prestar atenção aos sinais persistentes e procurar atendimento no momento adequado pode mudar o curso da doença.

REFERÊNCIAS

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  3. Instituto Nacional de Câncer. São Paulo: estimativas de casos novos de câncer para 2026 [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa/estado-capital/sao-paulo
  4. Instituto Nacional de Câncer. Diagnóstico precoce do câncer de boca. Rio de Janeiro: INCA; 2022. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/livro-diagnostico-precoce-cancer-boca-2022.pdf
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  7. Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Celso Augusto Lemos Júnior [Internet]. São Paulo: FOUSP. Disponível em: https://site.fo.usp.br/pessoas/docentes/celso-augusto-lemos-junior/
  8. Instituto Nacional de Câncer. Câncer de boca: versão para profissionais de saúde [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2023. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/boca/versao-para-profissionais-de-saude
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  10. Instituto Nacional de Câncer. Como prevenir o câncer [Internet]. Rio de Janeiro: INCA. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/como-prevenir-o-cancer/
  11. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Cigarro eletrônico [Internet]. Brasília: Anvisa. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/tabaco/cigarro-eletronico/cigarro-eletronico
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  14. Brasil. Ministério da Saúde. Instrução normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação 2026. Brasília: Ministério da Saúde; 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/publicacoes/instrucao-normativa-que-instrui-o-calendario-nacional-de-vacinacao-2026.pdf
  15. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção ao câncer [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/atencao-ao-cancer
  16. São Paulo (Estado). Secretaria de Estado da Saúde. Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer [Internet]. São Paulo: Secretaria de Estado da Saúde. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/rede-hebe-camargo-de-combate-ao-cancer/
  17. São Paulo (Município). Secretaria Municipal da Saúde. Busca Saúde: sistema de localização de estabelecimentos da Rede SUS [Internet]. São Paulo: Prefeitura de São Paulo. Disponível em: https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/

VIDEO RECOMENDADO SOBRE CÂNCER DE BOCA

Câncer bucal: O que você precisa saber; A.C.Camargo Cancer Center; 14 de novembro de 2025; 


PARA SABER MAIS – Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) 

Câncer no Brasil; Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF); 21 de julho de 2025; 

https://institutoagf.com.br/cancer-no-brasil

Prevenção do câncer; Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF); 12 de maio de 2025;
https://institutoagf.com.br/prevencao-do-cancer