
DIA NACIONAL DA IMUNIZAÇÃO
Quando a vacinação protege vidas e fortalece a saúde pública
Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF) – por Rafael Bombein (CREF 016866/SP) 08/06/2026
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O Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, é dedicado à conscientização sobre a importância das vacinas na prevenção de doenças, na redução da mortalidade e na proteção coletiva da população. Considerada uma das intervenções de saúde pública mais eficazes da história, a vacinação tem contribuído para o controle, a eliminação e, em alguns casos, a erradicação de doenças que, durante décadas, causaram elevado número de internações e mortes. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente vacinas para diferentes faixas etárias, constituindo uma das maiores e mais abrangentes iniciativas de imunização do mundo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas salvam entre 3,5 e 5 milhões de vidas todos os anos, prevenindo doenças como sarampo, difteria, tétano, coqueluche, influenza e poliomielite. No Brasil, após um período de queda nas coberturas vacinais, os últimos anos têm demonstrado recuperação gradual dos índices de imunização. Dados do Ministério da Saúde indicam avanços importantes na vacinação infantil, reforçando a relevância das campanhas de conscientização e do fortalecimento da atenção básica para ampliar a proteção da população.
No Estado de São Paulo, a vacinação também representa uma das principais estratégias de prevenção em saúde. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram aumento das coberturas vacinais em diversos imunizantes do calendário infantil, com índices superiores à média nacional em algumas vacinas. Esse avanço tem sido atribuído à ampliação das campanhas de vacinação, ao fortalecimento da rede de Atenção Primária à Saúde e às ações permanentes de educação em saúde desenvolvidas em todo o estado.
Segundo o Dr. Renato Kfouri (Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP), a vacinação é uma das medidas de saúde pública com maior impacto na redução de doenças graves e mortes evitáveis. De acordo com o especialista, manter altas coberturas vacinais é fundamental não apenas para proteger indivíduos, mas também para preservar a chamada imunidade coletiva, que reduz a circulação de agentes infecciosos e protege pessoas mais vulneráveis. Nesse contexto, o Dia Nacional da Imunização reforça a importância da informação baseada em evidências científicas, do combate à desinformação e da adesão às vacinas recomendadas ao longo de todas as fases da vida.
BENEFÍCIOS DA VACINAÇÃO
A vacinação é reconhecida como uma das medidas de saúde pública mais eficazes e seguras já desenvolvidas. Seu principal benefício é a proteção individual contra doenças que podem causar complicações graves, internações, sequelas permanentes e até mesmo a morte. Ao estimular o sistema imunológico a produzir defesas específicas, as vacinas ajudam o organismo a reconhecer e combater agentes infecciosos de forma rápida e eficiente.
Além da prevenção das doenças, a vacinação contribui para uma melhor qualidade de vida ao reduzir o risco de hospitalizações, afastamentos escolares e profissionais, além de diminuir a ocorrência de complicações que podem comprometer a saúde a curto e longo prazo. Crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos podem se beneficiar da imunização, de acordo com as recomendações do calendário vacinal.
Ao longo das últimas décadas, as vacinas contribuíram para reduzir significativamente a incidência de diversas doenças infecciosas. Graças à imunização, enfermidades que antes causavam elevado número de mortes e sequelas tornaram-se raras ou passaram a ser controladas em grande parte do mundo, representando uma das maiores conquistas da medicina e da saúde pública.
Segundo o Dr. Renato Kfouri, a vacinação é uma ferramenta essencial para proteger a saúde em todas as fases da vida. De acordo com o especialista, manter a vacinação em dia reduz o risco de adoecimento e de formas graves de diversas doenças, proporcionando proteção duradoura e contribuindo para o bem-estar da população.
Além dos benefícios individuais, a vacinação também exerce importante papel coletivo. Quando grande parte da população está imunizada, ocorre a redução da circulação de vírus e bactérias na comunidade, mecanismo conhecido como imunidade coletiva. Esse efeito ajuda a proteger pessoas mais vulneráveis, como recém-nascidos, idosos e indivíduos que, por razões médicas, não podem receber determinadas vacinas.
Dessa forma, vacinar-se representa não apenas um ato de proteção pessoal, mas também uma contribuição para a saúde de toda a comunidade, fortalecendo a prevenção de surtos e ajudando a manter doenças sob controle.
Assim, cerca de 80% do texto fica centrado na proteção individual e 20% na proteção coletiva, o que me parece mais adequado para um artigo de conscientização voltado à população geral.
PRINCIPAIS DOENÇAS PREVENÍVEIS POR VACINAS
As vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI) protegem contra diversas doenças infecciosas que, ao longo da história, foram responsáveis por epidemias, complicações graves e elevado número de mortes. Graças à ampliação das coberturas vacinais, muitas dessas doenças tornaram-se raras ou passaram a ser controladas no Brasil e em diversas partes do mundo.
Entre as principais doenças preveníveis por vacinas destaca-se a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A vacinação permitiu a eliminação da doença no Brasil desde 1989, mas autoridades de saúde alertam que a manutenção de altas coberturas vacinais continuam sendo fundamentais para evitar sua reintrodução no país.
Outra doença de grande relevância é o sarampo, infecção altamente contagiosa que pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite e morte. Após ter recebido o certificado de eliminação da doença, o Brasil voltou a registrar surtos nos últimos anos, fenômeno associado à queda das coberturas vacinais observada em diferentes regiões do país.
A vacinação também desempenha papel essencial na prevenção da coqueluche, da difteria e do tétano, doenças que podem provocar complicações graves, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam sua vulnerabilidade. Da mesma forma, as vacinas contra meningites e pneumonias contribuem para reduzir internações, sequelas neurológicas e óbitos.
Além disso, o calendário vacinal brasileiro contempla imunizantes contra hepatite B, febre amarela, influenza, rotavírus, HPV e COVID-19, entre outras doenças. Muitas dessas infecções podem causar consequências importantes para a saúde, mas apresentam risco significativamente menor quando a vacinação é realizada conforme as recomendações do Ministério da Saúde.
Segundo o Dr. Renato Kfouri, um dos maiores benefícios da vacinação é evitar que doenças já controladas voltem a representar ameaça à população. De acordo com o especialista, a manutenção de elevadas coberturas vacinais permite preservar conquistas históricas da saúde pública e proteger as futuras gerações contra enfermidades potencialmente graves e evitáveis.
SEGURANÇA DAS VACINAS
As vacinas utilizadas no Brasil passam por rigorosos processos de pesquisa, desenvolvimento, avaliação e controle de qualidade antes de serem disponibilizadas à população. Para serem aprovadas, precisam demonstrar segurança, eficácia e qualidade científica, sendo continuamente monitoradas pelos órgãos reguladores e pelas autoridades de saúde mesmo após o início de sua utilização.
No Brasil, a aprovação e a fiscalização das vacinas são realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), seguindo critérios científicos reconhecidos internacionalmente. Além disso, o Ministério da Saúde mantém sistemas de vigilância que acompanham continuamente o desempenho dos imunizantes utilizados no país, contribuindo para a manutenção dos padrões de segurança exigidos para sua utilização.
Segundo o Dr. Renato Kfouri, os benefícios da vacinação superam amplamente os riscos associados às doenças que elas previnem. De acordo com o especialista, as vacinas estão entre os produtos de saúde mais estudados e monitorados do mundo, sendo submetidas a processos rigorosos de avaliação científica antes e após sua aprovação para uso pela população.
A confiança nas vacinas é sustentada por décadas de evidências científicas acumuladas em diferentes países. Graças à imunização, milhões de vidas são salvas todos os anos e inúmeras doenças foram controladas ou eliminadas em diversas regiões do mundo. Por esse motivo, o acesso à informação baseada em evidências e o combate à desinformação são considerados componentes fundamentais das estratégias de imunização.
VACINAÇÃO AO LONGO DA VIDA
A vacinação é uma medida de proteção que acompanha o indivíduo em todas as fases da vida. Embora muitas pessoas associem as vacinas apenas à infância, a imunização continua sendo importante durante a adolescência, a vida adulta, a gestação e o envelhecimento, contribuindo para a prevenção de doenças e para a manutenção da saúde ao longo dos anos.
Na infância, as vacinas desempenham papel fundamental na proteção contra doenças potencialmente graves, como poliomielite, sarampo, meningites, coqueluche e hepatites. O cumprimento do calendário vacinal infantil é uma das estratégias mais eficazes para reduzir internações, sequelas e mortes evitáveis nessa faixa etária.
Durante a adolescência, a vacinação permanece essencial para reforçar a proteção adquirida na infância e prevenir doenças específicas dessa fase da vida. Entre os imunizantes recomendados destacam-se as vacinas contra o HPV, importante na prevenção de diversos tipos de câncer, e contra a meningite meningocócica, além das doses de reforço previstas pelo Programa Nacional de Imunizações.
ONDE SE VACINAR
A vacinação no Brasil é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de uma ampla rede de serviços presente em todo o território nacional. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza vacinas para diferentes faixas etárias, contribuindo para a prevenção de doenças e para a proteção da saúde da população.
A principal porta de entrada para a vacinação são as Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis pela aplicação das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação, pela orientação da população e pelo acompanhamento da situação vacinal de crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos.
No Estado de São Paulo, a vacinação é realizada por meio da rede estadual e municipal do SUS, com participação das Unidades Básicas de Saúde, postos de vacinação e serviços especializados. A Secretaria de Estado da Saúde promove campanhas periódicas para ampliar as coberturas vacinais e facilitar o acesso da população aos imunizantes recomendados.
Para pessoas com condições clínicas específicas, imunossupressão ou situações especiais previstas pelo Ministério da Saúde, o atendimento também pode ser realizado nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que oferecem imunobiológicos diferenciados mediante avaliação médica e critérios estabelecidos pelo SUS.
No município de São Paulo, a localização das Unidades Básicas de Saúde pode ser consultada por meio da plataforma oficial da Secretaria Municipal da Saúde:
Localização das UBS – Município de São Paulo
🔗 https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/
Programa Nacional de Imunizações (PNI) – Ministério da Saúde
🔗 https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
🔗 https://www.saude.sp.gov.br/
Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE)
🔗 https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/centros-de-referencia-para-imunobiologicos-especiais-crie
Atenção!
Manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de prevenção em saúde. Em caso de dúvidas sobre vacinas, doses de reforço ou esquemas vacinais, a população deve procurar uma Unidade Básica de Saúde, onde profissionais capacitados podem orientar sobre as recomendações adequadas para cada faixa etária e condição de saúde.
Na idade adulta, a atualização da carteira de vacinação continua sendo necessária. Vacinas contra influenza, hepatite B, febre amarela, difteria, tétano e COVID-19, entre outras, ajudam a reduzir o risco de adoecimento e de complicações associadas a essas doenças.
A vacinação também assume papel especial durante a gestação. Algumas vacinas são recomendadas para proteger tanto a gestante quanto o bebê, reduzindo o risco de infecções que podem causar complicações durante a gravidez e nos primeiros meses de vida da criança.
CONCLUSÃO
A imunização representa uma das estratégias mais eficazes da história da saúde pública, sendo responsável pela prevenção de milhões de casos de doenças, hospitalizações e mortes em todo o mundo. Ao longo das últimas décadas, a vacinação contribuiu para o controle, a eliminação e, em alguns casos, a erradicação de doenças que antes causavam grande impacto na população, consolidando-se como uma das mais importantes conquistas da medicina moderna.
Nesse contexto, o Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, reforça a importância da informação qualificada, do acesso aos serviços de saúde e da manutenção das altas coberturas vacinais. Mais do que uma data comemorativa, trata-se de uma oportunidade para conscientizar a população sobre o papel fundamental das vacinas na proteção da saúde individual e na prevenção de doenças que ainda representam desafios para a saúde pública.
As evidências científicas demonstram que a vacinação oferece benefícios em todas as fases da vida, desde a infância até o envelhecimento. Além de proteger diretamente as pessoas vacinadas, a imunização contribui para a redução da circulação de agentes infecciosos, fortalecendo a proteção das comunidades e auxiliando na prevenção de surtos e epidemias.
Investir em educação em saúde, combater a desinformação e garantir o acesso oportuno às vacinas são medidas essenciais para o fortalecimento das políticas de imunização no Brasil. Nesse sentido, o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), desempenha papel estratégico na promoção da saúde e na proteção da população. Manter a caderneta de vacinação atualizada é um compromisso com a própria saúde, com a saúde das famílias e com o bem-estar coletivo.
Entre os idosos, a imunização contribui para a prevenção de doenças que tendem a apresentar maior gravidade nessa fase da vida. Vacinas como as contra influenza, COVID-19 e pneumonias ajudam a reduzir hospitalizações, complicações e óbitos, favorecendo um envelhecimento mais saudável e com melhor qualidade de vida.
Segundo o Dr. Renato Kfouri, a vacinação deve ser compreendida como um cuidado permanente com a saúde. De acordo com o especialista, manter a carteira vacinal atualizada ao longo da vida é uma das formas mais eficazes de proteção individual e de prevenção de doenças evitáveis.
REFERÊNCIAS
World Health Organization (WHO). Immunization Agenda 2030: a global strategy to leave no one behind [Internet]. Geneva: WHO; 2024.
https://www.who.int/teams/immunization-vaccines-and-biologicals/strategies/immunization-agenda-2030
World Health Organization (WHO). Vaccines and immunization [Internet]. Geneva: WHO; 2024.
https://www.who.int/health-topics/vaccines-and-immunization
Pan American Health Organization (PAHO). Immunization in the Americas [Internet]. Washington, DC: PAHO; 2024.
https://www.paho.org/en/topics/immunization
Brasil. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações (PNI) [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2025.
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao
Brasil. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2025.
https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario-vacinacao
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Vacinas: proteção individual e coletiva [Internet]. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2024.
Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Guia de imunização e recomendações vacinais [Internet]. São Paulo: SBIm; 2025.
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Kfouri RA. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Vacinação e saúde pública: prevenção de doenças imunopreveníveis [Internet]. São Paulo: SBIm; 2024.
Barreto ML, Teixeira MG. Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Impacto histórico da vacinação na saúde pública brasileira [Internet]. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2024.
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Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”. Coberturas vacinais e vigilância das doenças imunopreveníveis no Estado de São Paulo [Internet]. São Paulo: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; 2025.
https://www.saude.sp.gov.br/cve
VÍDEO RECOMENDADO SOBRE DIA NACIONAL DA IMUNIZAÇÃO
Drauzio Varella. O trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde na vacinação; 2026 Jan 29;
Drauzio Varella. Por que é tão importante vacinar as crianças; 2023 Sep 11;
Drauzio Varella. Vacinas e efeito rebanho; 2019 Sep 23;
PARA SABER MAIS – Instituto Arlindo Gusmão de Fontes (IAGF)
Campanha de vacinação contra a gripe 2026; Instituto Arlindo Gusmão de Fontes;
2026 Mar 30;
https://institutoagf.com.br/campanha-de-vacinacao-contra-a-gripe-2026